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terça-feira, 13 de março de 2018

Red Sparrow- soviéticos tinham força especial de espiãs sexy


A história vivida por Jennifer Lawrence no filme "Red Sparrow" não é obra de pura ficção. A espiã Dominika Egorova, que usa sua sensualidade para obter segredos, era um perfil usado pela União Soviética nos áureos tempos da Guerra Fria.

A arte imita a vida. Os soviéticos tinham uma força especial de espiãs sexy que tinha a única missão de obter segredos de países inimigos do outro lado do Muro de Berlim.
Duas histórias reais ilustram bem essa estratégia comunista.

No fim dos anos 50, o embaixador francês em Moscou ficou embasbacado com a estonteante mulher seminua que reluzia sob o sol à beira de uma piscina na capital russa. A atriz Larissa Kronberg mergulhou e saiu da água nua. Horas depois, Maurice Dejean, de 59 anos, e Larissa, de 29, estavam fazendo sexo em um quarto.


A russa não se apaixonara pelo diplomata. Tudo o que ela queria era usar o seu corpo escultural para obter vantagens de Dejean. Ele não sabia, obviamente, e se apaixonou loucamente. O objetivo da astuta soviética era revelar ao embaixador o que estava por trás do caso e, por meio de chantagem, conseguir segredos franceses. Funcionou.

Por seis anos, Dejean passou informação errada aos seus superiores em Paris até que, em 1964, foi desmascarado, contou Jason Matthews, autor de "Red Sparrow" em reportagem publicada no "Sun". Larissa morreu no ano passado.


Outro a ser fisgado pelo truque soviético foi Sir Geoffrey Harrison, embaixador britânico em Moscou. Ele estava resistindo até que, numa viagem a Leningrado (hoje São Petersburgo), sucumbiu diante de uma espiã sensual enviada pelo Kremlin especialmente para o diplomata. Os dois iniciaram um caso. Quando a KGB (então agência soviética de espionagem) decidiu chantageá-lo, Harrison fez o oposto do colega francês. Foi a Londres e confessou tudo. Foi demitido com desonra.

As espiãs soviéticas continuaram fazendo estragos no Reino Unido. O deputado Anthony Courtney, que fazia muitas viagens de negócios à Rússia, acabou baixando a guarda para uma mulher "irresistível". Outra espiã. Perdeu o mandato e a esposa.

Matthews comentou que o Kremlin criou até uma escola para treinar suas espiãs:
"Ela era chamada Escola Estatal Número 4 e funcionava como uma academia para mulheres aprenderem a arte da espionagem sexual".

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